Ebola

 

Os surtos de vírus letais, como o Ebola, já são terríveis o suficiente por si só, mas são agravados por causa do envio de trabalhadores para a ajuda humanitária. Essas pessoas podem rapidamente tornar-se vítimas, não importando muito quão cuidadosas são. Para eliminar esse risco, a Casa Branca e algumas instituições de ensino realizarão vários workshops em 7 de novembro, onde cientistas vão discutir o uso de robôs para enfrentar a atual crise do Ebola.

O objetivo é minimizar o contato físico sempre que possível, mas mantendo pacientes e famílias próximos. Falando a grosso modo, o trabalho desses robôs seria desinfectar áreas de risco e máquinas e em muitas situações, até entregar alimentos. Por exemplo, o uso de robôs de telepresença poderiam ser adequados à esta tarefa, permitindo que as pessoas “visitem” os pacientes, sem colocar-se em perigo.

 

Ebola

 

Como você pode imaginar, os cientistas têm de andar em uma linha tênue: é preciso agir rapidamente, mas ter sensibilidade ao lidar com o surto. Ao invés de construir robôs a partir do zero, as equipes querem modificar máquinas já existentes. Além da descontaminação, é possível que alguns robôs sejam usados para realizar enterros das vítimas. Trata-se de um assunto delicadíssimo. Por isso, eles planejam manter os seres humanos envolvidos, sempre que possível para tentar respeitar ao máximo possível os costumes locais para o sepultamento e cerimônias.

Robin MurphyRobin Murphy, professora de robótica na Texas A&M University e autora de “Disaster Robotics“, vem trabalhando em robôs de busca e salvamento desde 1995. Ela disse que não está definida qualquer idéia ou estratégia em particular, mas que sim, existe um interesse em explorar a robótica para ajudar a enterrar vítimas do Ebola já falecidas.

Os alunos do departamento da escola de arquitetura e design da Texas A&M University estão tentando modificar um robô Bobcat quatro rodas, substituindo sua pá escavadeira por algo semelhante a um sarcófago, que levaria o corpo de uma forma respeitosa.

Robôs escavando sobre corpos é algo muito difícil de fazer de forma digna e confiável. Lidar com corpos infectados é muito ruim … É um conceito interessante, mas… temos que ter um monte de coisas certas. (Robin Murphy)

Não há como dizer o quanto essas atividades com o uso de robôs irão ajudar, mas o foco agora está em lançar novas práticas e ferramentas de saúde e não conceitos nobres de ciência e tecnologia. Se tudo correr bem, os pesquisadores terão robôs que prestam cuidados mais seguros em questão de semanas ou meses.

 

 

 

(Via Engadget e ComputerWorld)

 

 

Sobre o autor

Administrador e Editor - Graduado em Tecnologia da Informação e hard user de tecnologia