taylor swift

 

Os serviços de streaming de músicas estão atualmente bastante consolidados, sendo uma forma legal de distribuição, aprovada pela indústria fonográfica e que caiu no gosto popular. Embora no Brasil eles ainda estejam engatinhando e aos poucos conseguindo novos adeptos, nos Estados Unidos e na Europa eles são uma realidade já há bastante tempo. Dentre eles, um dos melhores, é sem dúvida o Spotify. Como regra geral, os artistas têm liberado seus lançamentos por lá e o serviço tem caminhado junto a indústria, crescendo e ajudando a divulgar os artistas à medida que os recompensa. Mas agora a cantora Taylor Swift tomou uma atitude que pode balançar o uso desses serviços. Ou criar uma antipatia por parte da mídia em geral, em relação à imagem da jovem. Ela mandou retirar toda a sua discografia do Spotify para o lançamento do seu mais novo álbum, 1989.

Mas por que, Taylor Swift? Por quê? É algo que intriga não somente os seus fãs, mas toda a mídia de uma forma geral. Afinal qual a explicação para a decisão? Veja se você se convence com as suas justificativas:

Se eu tivesse deixado o novo álbum [no Spotify], seria impossível tentar especular o que teria acontecido. Mas tudo o que posso dizer é que a música está mudando tão rapidamente e a visão da indústria da música em si está mudando tão rapidamente, que tudo novo, como o Spotify, tudo parece-me um pouco como um grande experimento. E eu não estou disposta a contribuir com o trabalho da minha vida a uma experiência que eu não sinto que recompensa bem os escritores, produtores, artistas e criadores da música. E eu só não concordo com perpetuar a percepção de que a música não tem valor e deve ser livre. Eu escrevi um artigo de opinião no Wall Street Journal neste verão que basicamente retrata meu ponto de vista sobre este assunto. Eu tento ficar realmente de mente aberta sobre as coisas, porque eu acho que é importante ser uma parte do progresso. Mas eu acho que realmente ainda está em debate se esse é um progresso real ou se isso está tomando a palavra “música” para fora da indústria da música. Além disso, muitas pessoas estavam sugerindo que eu tentasse colocar novas músicas no Spotify como “Shake It Off” e então eu estava de mente aberta sobre isso. Eu pensei: “Vou tentar isso; Vou ver como ele se sai.” Ele não parecia legal para mim. Eu senti como se eu estivesse dizendo para os meus fãs: “Se você criar uma música um dia, se você criar uma pintura, algum dia, alguém pode simplesmente entrar em um museu, tirá-lo da parede, arrancar um canto dela e é deles agora e eles não têm que pagar por isso. Eu não gostava da ideia do que isso estava representando. E então eu decidi mudar como eu estava fazendo as coisas.

 

Taylor Swift

 

Com certeza, o assunto pode render muita discussão, pois muitos fãs podem defender Taylor, dizendo que ela teve grande coragem em agir de dessa forma e que ela tem o direito de fazer com o seu trabalho o que bem entender. É óbvio que sim. Mas antes que continuemos, vamos deixar uma coisa bem clara: o Spotify ainda é um dos melhores serviços de streaming de música de todos os tempos e não, ele não é um experimento. Olhando com muito boa vontade a carreira de Taylor Swift, que é sem dúvida, uma jovem, linda e talentosa cantora, seu raciocínio sobre a “grande experiência” do Spotify, está redondamente equivocado.

Poucos atualmente vendem tanto no mercado da música quanto Taylor Swift. Ela vendeu 1,3 milhões de álbuns em apenas uma semana. Um número assustador que, duvidamos muito, não poderia ser alcançado se não fossem as mídias digitais. Não, ela não precisava disso. Existe algo mais por trás dessa história.

O Spotify é um serviço que já existe há quase tanto tempo quanto a própria carreira da cantora. Ele foi lançado em 2008 e o álbum de estréia de Taylor, em 2006. Possivelmente, a equipe que orienta a carreira da cantora tenha se esquecido da influência que o Napster, Kazaa e outros tiveram sobre o mundo musical. Lembram-se da briga do Metallica contra ao Napster, ou você é jovem demais para isso? Se for, então procure saber e entenderá onde queremos chegar.

O Spotify não é o Napster do passado Taylor, nem é qualquer um dos sites ilegais de compartilhamento de arquivos da atualidade. É uma forma legal, em que milhões de pessoas ouvem música e isso não vai mudar, não importa o que faça com seus álbuns. O que as pessoas não conseguem encontrar no Spotify, sempre poderão encontrar no YouTube e pior, baixar para os iTubes (sim, com “B“, não escrevi errado) da vida.

Será que a ideia de Taylor Swift era conseguir fazer história nos números das vendas de seu disco? Está buscando recordes ou fazer história? Talvez essa seja a real explicação pois os números seriam mascarados se seu álbum estivesse disponível no Spotify. Analise novamente a primeira frase de seu comentário e chegue à sua própria conclusão.

 

 (Texto de opinião, baseado em TechCrunch)

Sobre o autor

Administrador e Editor – Graduado em Tecnologia da Informação e hard user de tecnologia

  • Marcello Levy

    Ela quis criar polêmica para aparecer na mídia. O mercado da música gira em torno da polêmica, do que a qualidade.

  • Pablo Hermandes

    Ella quiere llamar la atención. Ganar publicidad sin gastar nada. Creo que su actitud era desagradable.

  • cnk guy

    Here’s a really great Taylor Swift fan site for everyone to check out: http://taylorswift21.info/