flexível sensível ao toque

 

Especialistas em touchscreen da empresa finlandesa Canatu aperfeiçoaram uma película transparente flexível que poderia tornar praticamente qualquer superfície sensível ao toque. A Canatu chama o novo material de “Carbon NanoBuds“, que é produzido através de um processo complexo de hibridização, que supera os problemas previamente associados com o uso de nanotubos de carbono, para tornar flexível um filme sensível ao toque.

O resultado é um filme que pode ser esticado e flexionado ao longo de quase qualquer coisa que você pode pensar, transformando-o em uma superfície sensível ao toque. Mesmo quando o filme de Carbon NanoBud é aplicado sobre uma superfície curva, seu desempenho praticamente não é afetado. Isso abre a possibilidade para o filme ser usado, por exemplo, sobre o painel de um carro,  em qualquer lugar onde fosse inconveniente ou impossível se colocar um botão físico. Não entendeu? Veja então, a figura abaixo:

 

filme sensível ao toque

 

A Canatu prevê o Carbon NanoBud, sendo usado em relógios inteligentes e outros dispositivos portáteis com designs curvados. Isso porque certamente ele auxilia muito no desenvolvimento do design, que muitas vezes são prejudicados por limitações físicas, transformando o desenvolvimento de produtos vestíveis em um desafio  tecnológico. O filme flexível sensível ao toque da Canatu pode ser dobrado, flexionado e dobrado nas bordas, o que potencialmente libera os designers para usar melhor sua criatividade no desenvolvimento de produtos vestíveis.

De acordo com um relatório no MIT Technology Review, alguns fabricantes têm experimentado usar nanotubos de carbono para criar telas sensíveis ao toque mais flexíveis já por algum tempo, mas devido à má condutividade e um processo de fabricação considerado caro, as pesquisas não têm avançado. Mas o filme híbrido de Canatu resolve o problema de condutividade e a empresa alega ter encontrado uma maneira de a fabricação mais barata. E pasmem! A empresa diz que já investiu em equipamentos para fazer filme suficiente para cobrir centenas de milhares de smartphones por mês e em 2015 espera ter uma fabricação na casa de milhões unidades. Pelo jeito, não estão para brincadeira.

 

O relatório observa apenas um inconveniente, dizendo que o filme de Carbono Nanbud não é adequado para “telas muito grandes”, porque nesse caso, sua sensibilidade torna-se reduzida. Mas não há indicação se isso ocorreria para uma aplicação em um tablet ou uma TV. A Canatu ainda não fala sobre eventuais parceiros da indústria mobile, mas se os relatórios e as expectativas da empresas estiverem corretos, não seria exagero dizer que esse novo filme flexível sensível ao toque poderá mudar os padrões da indústria.

 

(Via Digital Trends

Sobre o autor

Administrador e Editor - Graduado em Tecnologia da Informação e hard user de tecnologia

  • Lédio Carneiro

    O problema destas tecnologias sempre são o alto custo inicial. Os Smrtphones já estão no Brasil passando dos 3 mil reais, imagina quanto não custaria com essa tecnologia.

  • Paulo Cesar Mattos

    Os preços no Brasil não são parâmetros para nada. Na maioria dos demais países é plenamente viável se adotar essa tecnologia, até porque o artigo diz que os caras
    conseguiram baratear o custo de produção.