Você provavelmente já ouviu falar do incrível renascimento do vinil, com o grande aumento nas vendas, que vem ocorrendo nos últimos anos. Parece muito estranho e todos se perguntam quem são esses consumidores que fazem questão de colocar a agulha sobre um disco no momento em que a indústria da música passa por declínio? Vamos aos fatos…

O renascimento do vinilEm grande parte, os fãs do vinil possuem menos de 35.

 

Contrariando todas as expectativas, um estudo recente da MusicWatch, via Billboard, descobriu que o público mais jovem é responsável por 72% de todas as vendas de vinil. O número é significativamente maior do que os hábitos gerais de gastos em música que esse grupo costuma ter. Em geral, pessoal de até 35 anos de idade representam 44% do “mercado de música” de acordo com o NPD Group.

A maior prova do renascimento do vinil é que em janeiro de 2014 as vendas desses discos foram as mais elevadas desde 1990, em um impressionate montante de US$ 9,2 milhões, de acordo com a Nielsen Music. Pode não parecer muito para os padrões atuais, mas é tão significativa que a demanda pelo vinil superou a capacidade das plantas, resultando em meses de atrasos para prensagens e entrega de novos títulos, pressionando por novas e ampliadas plantas. Como explicar esse fenômeno?

O renascimento do vinil
Há várias hipóteses para o renascimento do vinil  do porque ele é o caminho buscado por muitos em um mundo cada vez mais digital. As explicações passam pela nostalgia, a saudade de uma mídia física, uma experiência auditiva única, a arte do álbum e, claro, a percepção de que a música soa melhor em um vinil.

Mas, será que realmente o vinil possui um som melhor? Enquanto cada um de nós tem sua própria opinião sobre o assunto, em uma recente entrevista feita pelo The Oregonian, o  engenheiro Adam Gonsalves, de Portland Telegraph Mastering – que já trabalhou com artistas como Sufjan Stevens e Steve Akoi – deu alguma elucidação sobre o assunto.

Gonsalves explicou que “o vinil é o único formato de reprodução existente para o consumidor que é “totalmente analógico”, o que significa ser “totalmente sem perdas“. Assim, ele oferece uma experiência de alta fidelidade, de uma maneira acessível. Ele também tem reunido música que tem sido pensada para ser produzida diretamente para o vinil, por sua extensão dinâmica, livre da compressão pesada que muitas vezes está presente na música dominada pelos formatos digitais.

Mas Adam Gonsalves observa algumas desvantagens também: lançamentos em vinil a partir de matrizes digitais que estão limitados a áudio com qualidade de CD (16 bits / 44,1 kHz) provavelmente não vão soar melhor do que CDs ou arquivos WAV. Em vez disso, ele recomenda gravações originais com um mínimo de resolução de 24 bits, para conseguir um som de maior qualidade. O engenheiro também afirma que, devido às limitações físicas das mídias – ranhuras e agulhas – o vinil sempre lutará com altos e baixos. E, claro, isso sem mencionar o ruído de superfície, algo difícil de evitar.

Independentemente do motivo pelo qual a geração mais jovem está provocando o renascimento do vinil, não há sinais de que a tendência cessará em breve. Então, se você ainda não tiver feito, agora é o melhor momento para trazer aquele velho toca-discos empoeirado, no fundo do armário, de volta à vida. Resta saber se você terá coragem…

 

Via Digital Trends

 

Sobre o autor

Administrador e Editor - Graduado em Tecnologia da Informação e hard user de tecnologia