Que tal ter seu próprio próprio bafômetro incorporado ao seu carro? E se esse sistema nativo de seu veículo, impedisse você de dar a ignição, quando detectasse que você tomou aquele copinho de cerveja, ou comeu aquele “bombom de licor”? Podemos dizer que esse seria um dispositivo muito desejável para os órgãos de fiscalização de trânsito aqui no Brasil, mas não muito popular para um motorista alcoolizado ou entre os que insistem em dirigir, mesmo após o consumo de uma pequena quantidade de bebida alcoólica.

Motorista Alcoolizado

Essa tecnologia já existe e tem sido testada pela Agência Nacional de Segurança do Tráfego em Rodovias dos Estados Unidos (NHTSA). Em um evento recente, a agência revelou o protótipo de dois candidatos para o controlador de Sistema de Segurança de Detecção de Álcool (DADSS), tecnologia que está se desenvolvendo desde 2008. Um deles é um bafômetro discreto montado tanto no volante ou na porta ao lado do condutor. Esse bafômetro pode “cheirar” a respiração, mesmo que você não colabore e  se aproxime dele.

O outro é um sensor de toque incorporado, em um botão de ignição ou na manopla da marcha, que varre o seu dedo para verificar o conteúdo de álcool no sangue. Ambos os sistemas instalados no veículo são capazes de detectar o nível de álcool , e projetados para não deixar o carro sair do lugar sob a condução de um motorista alcoolizado e caso o carro já esteja ligado, o sistema trava o veículo após ter percebido álcool no sangue do condutor.

Nem todos apóiam a notícia, o American Beverage Institute, por exemplo, acredita que a  DADSS não será capaz de inibir os motoristas de dirigirem embriagados. A diretora do instituto Sarah Longwell disse ao Detroit News que o sistema “irá simplesmente fazer com que os muitos bebedores sociais responsáveis, ​​que tomam uma taça de vinho no jantar, fiquem impedidos de ligarem seus carros”, (supomos que ela acredite que os motoristas descaradamente beberrões irão encontrar um jeito de burlar o sistema).

A Agência Nacional de Tráfego não irá exigir que as montadoras instalem o sistema em seus carros quando ele estiver pronto. A diretora geral da  NHTSA, Mark Rosekind, apenas espera que depois que o sistema comece a ser  testado em veículos do governo, as pessoas passem a considerar o sistema de detecção de um motorista alcoolizado como sendo útil ou mesmo necessário para segurança no trânsito. Isso ainda deve demorar um pouco, já que a agência estima que o produto final precisará ainda de 5 a 8 anos de desenvolvimento.

De acordo com Rosekind:

“Há ainda uma grande quantidade de trabalho a fazer, mas o apoio do Congresso e da indústria nos ajudou a atingir marcos importantes de investigação e desenvolvimento. DADSS tem um enorme potencial para evitar que motoristas adolescentes ou de frotas comerciais dirijam embriagados, e de se tornar uma poderosa ferramenta disponível aos proprietários de veículos, na batalha contra as mortes por se dirigir alcoolizado”.

Veja o vídeo para entender melhor como funciona o DADSS

 

Via Engadget

 

Sobre o autor

Editor - Graduado em Marketing e hard user de tecnologia