Ele surgiu na década de 90 e ainda no início dessa década se mostrava capaz de ter a preferência popular. O MP3, revolucionário formato de arquivo, se tornou uma coqueluche para aqueles que queriam baixar músicas e criar suas próprias coleções. Era uma mudança no hábito de consumo musical. Ao invés de comprar discos inteiros, onde poucas músicas eram realmente curtidas, muitos queriam baixar apenas as músicas que gostavam, criar sua coleção de músicas favoritas. Mas essa segunda-feira, 15/05/17, trouxe uma triste notícia: o Instituto Fraunhofer, responsável pela criação e patentes relacionadas ao MP3, anunciou a morte do famoso formato de áudio que marcou época.

O Instituto declarou o MP3 como oficialmente morto, com o anúncio do fim do programa de licenciamento de patentes. Isso significa que a partir de agora, provavelmente não deverão mais surgir novos dispositivos com suporte ao MP3. Pelo menos não oficialmente. E para os donos de coleções desse tipo de arquivo, não há nada o que se preocupar, pois os eles continuarão a ser reproduzidos normalmente. Mas obviamente, os dias estão contados para o formato, que já começou a cair em desuso. Isso porque mesmo antes do anúncio já era muito mais interessante investir em opções mais avançadas, como AAC. Então, o tiro de misericórdia parece que foi dado hoje, pelo próprio responsável pelo formato.

Saudades do MP3

Se pararmos para pensar, chegaremos à conclusão de que as plataformas de streaming musical, que trabalham com outros formatos, tiveram grande peso nesse processo de morte do MP3. Os hábitos de consumo musical, passaram a mudar no final dos anos 90 e continuam a mudar nos dias atuais. Lembro bem de como ficava debruçado em softwares de compartilhamento de arquivos P2P, como Kazaa e Napster. E quem esquecerá da batalha épica entre Napster e a banda Metallica, que pregou a perseguição e ódio ao MP3? Impossível! Mas passou. Como disse o próprio Instituto Fraunhofer em seu comunicado, embora o MP3 ainda seja popular entre muitos consumidores, outros formatos se impuseram em relevância, como AAC e até o Ogg, Nenhum desses é novidade, mas oferecem mais recursos e qualidade superior, com bitrates muito menores. Portanto, não há saudosismo que resista à essa inevitável mudança!

O instituto diz que pretende continuar seus trabalhos com áudio digital. Mas isso já não nos interessa. Se você já não é lá tão jovem assim, certamente nunca se esquecerá do saudoso formato. RIP MP3! Obrigado por tantas emoções e diversão.

Via PCWorld

Sobre o autor

Administrador e Editor – Graduado em Tecnologia da Informação e hard user de tecnologia