Já ouvimos por diversas vezes comentários especulativos de que os celulares poderiam causar câncer. Na verdade essa preocupação generalizada tem origem no fato da maioria das pessoas não entenderem muito bem sobre como funciona a radiação. Colocar um smartphone constantemente ao lado de nosso cérebro é motivo mesmo para ficarmos receosos sobre a possibilidade disso nos trazer algum prejuízo a nossa saúde no futuro.

Então, devemos ou não nos preocupar? Os celulares já existem por três décadas, isso já seria um tempo razoável para termos respostas sobre se eles podem ou não causar câncer nos seres humanos. No entendimento atual, pelo menos em teoria, as ondas de rádio emitida pelos telefones não seriam capazes de causar algum tipo de câncer. Mas o assunto ainda não está completamente esclarecido, existem atualmente muitas pesquisas para se descobrir se na prática isso é verdade.

A radiação do telefone não é como a radiação, por exemplo, de uma fusão nuclear. A radiação de uma fusão nuclear é conhecida como radiação “ionizante” e é de alta energia, capaz de danificar o DNA e levar a formação de um tumor. Já a radiação emitida pelos telefones possui baixa intensidade de energia é considerada “não ionizante”. Já está estabelecido que a radiação “não ionizante” não prejudica o DNA da maneira como a radiação ionizante faz. Mas a questão ainda não respondida é se ela ainda pode reagir com o corpo de alguma outra forma que possa levar a problemas de exposição a longo prazo.

Qual o Risco do Uso de Celular Causar Câncer?

Jonathan Samet, diretor da Escola de Saúde Pública do Colorado e um especialista em radiação telefônica, liderou um grupo de pesquisas sobre o assunto para a Organização Mundial da Saúde. Conforme Jonathan explica, em 2011, o grupo da OMS considerou a radiação do telefone “possivelmente cancerígena”, o que é uma classificação de risco muito abaixo de outras classificações, mas também não é um “não” definitivo. Seis anos depois, Samet disse que ainda hoje não existe uma evidência conclusiva sobre o assunto e que , por enquanto, continua a haver “alguma indicação” de risco.

“Eu não estou dizendo que há uma crise de saúde pública”, disse Samet, “mas estou dizendo que aqui está uma exposição muito difundida em nossa sociedade e nós devemos ter certeza de que a entendemos bem”.

Por enquanto, não existe motivo para uma preocupação exagerada sobre o tema. Não é só quando colocamos o celular colado em nosso rosto que nos expomos a esse tipo de radiação. Estamos cercado por sinais de redes Wi-Fi, Torres de celulares e outros tipos de radiação de frequência. Até que se prove o contrário, o risco de desenvolver um câncer pelo uso de celular, é menor, por exemplo, do que por se comer carne vermelha.

Via The Verge

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Editor - Graduado em Marketing e hard user de tecnologia