Artista convence centenas a vender seus dados pessoais em troca de um cookie

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Existe atualmente um grande debate sobre como as empresas utilizam os dados pessoais, com a Apple e Ello dizendo que valorizam a privacidade e outras, como o Google e Facebook, sendo acusadas de fazer mau uso dos dados.

Normalmente, as pessoas confiam nessas empresas, sem se preocupar em ler os termos e condições antes de clicar em “concordo”. Foi exatamente dessa forma, que uma firma de segurança cibernética enganou vários londrinos, que inconscientemente aceitaram hipotecar o seu primeiro filho em troca de Wi-Fi gratuita, conforme relatado pelo “The Guardian“. Mas isso levanta uma questão importante: estamos caminhando cegamente em um pesadelo de privacidade fabricado por nós mesmos? Foi o que a artista Risa Puno resolveu investigar. Trata-se de uma história verdadeira e muito absurda!

A artista de Nova York preparou 700 biscoitos com logotipos de várias redes sociais. Estavam várias das conhecidas lá: Facebook, Twitter, Instagram, etc. Mas em vez de vendê-los por dinheiro, ela perguntou aos transeuntes se eles gostariam de trocá-los por suas informações pessoais.

 

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A artista revelou que as pessoas ficaram felizes em assinar e fornecer seu nome, endereço, número da carteira de motorista, número do telefone e até o nome de solteira de sua mãe. Como parte do acordo, Puno também tirou fotos de cada candidato e, em alguns casos, pediu (e conseguiu) as impressões digitais e os quatro últimos dígitos do que as pessoas diziam ser o seu número de seguro social. Simplesmente inacreditável!

Se alguém perguntava o que ela pretendia fazer com as informações, o artista apontava para uma folha com os termos e condições escritos, mas com textos tão pequenos que eram impossíveis de serem lidos. O que ocorria então? A pessoas acabava por aceitar sem ler o contrato. Esse procedimento é algo rotineiramente normal: ignorar um contrato ou termo de uso, quando ocorre uma inscrição em um novo site.

Querem saber dos resultados da pesquisa de Puno? Foram 380 pessoas que participaram do evento e forneceram seus dados, mas Puno ainda não decidiu o que fazer com os eles. Por contrato, ela tem o direito de compartilhar e exibir as informações em público.

É claro, que muitas dessas pessoas devem ter falsificado um ou mais dados. Mesmo assim, o experimento dá muito o que pensar e acreditamos que essa história deixa uma lição. Se você não quer se preocupar com o que as empresas por trás das redes sociais estão fazendo com seus dados, é melhor ser mais cuidadoso e ler os contratos. Afinal, nunca se sabe o que o elas pretendem fazer com a sua privacidade.

 

 

(Via Engadget)

Post Author: Benicio Brown

Administrador e Editor - Graduado em Tecnologia da Informação e hard user de tecnologia