Câmera 360fly promete popularizar o conteúdo de realidade virtual

Peter Adderton, um empreendedor fanático por esportes radicais e CEO da empresa que desenvolveu a câmera 360fly, acredita que poderá se tornar a GoPro dos vídeos em 360 graus e ainda ajudar a popularizar a realidade virtual, não apenas para os especialistas de tecnologia, mas para todos.

Câmera 360fly

Em primeiro lugar, um breve comentário sobre vídeos em 360 graus. O que exatamente eles são? Eles são exatamente o que você acha que eles são: Vídeos que você pode manipular em 360 graus. Em vez de um ponto de vista estático e plano, você pode deslocar o vídeo e vê-lo a partir de diferentes perspectivas.

Diversas empresas estão de olho no desenvolvimento dos vídeos em 360 graus. O Facebook vem trabalhando em  “vídeos esféricos” para o seu Feed de notícias e o Google já está bem adiantado neste novo conceito: primeiro por introduzir vídeos em 360 graus para o YouTube no início deste ano, em seguida, ao anunciar seu projeto Jump – um equipamento de alta tecnologia que combina filmagens de 16 GoPros simultaneamente.

 

Assim como acontece com a tecnologia 4K,  o principal obstáculo da realidade virtual não é o seu hardware, mas a evidente falta de conteúdo. Existe sim o trabalho da Sony em alguns jogos de realidade virtual para seu Projeto Morpheus   e há toneladas de demos para a Oculus Rift, mas é preciso que tenha muito mais, para que a tecnologia de realidade virtual se estabeleça e popularize.

Mas ao contrário dos formatos de vídeos planos tradicionais, a criação de vídeos em 360 graus e de realidade virtual não é fácil nem barato. Para criar vídeos de alta qualidade neste formato, é necessário equipamentos especiais, aqueles com muitas lentes apontando em todas as direções. O projeto Jump por exemplo, utiliza 16 câmeras GoPro  (imagine o preço disso). Se pensarmos que no Brasil uma GoPro Hero 3 custa entorno de R$ 1.500, multiplicando por 16, teríamos um equipamento  de R$ 24.000.

 

É neste ponto que entra o grande diferencial da câmera 360fly, ela irá custar 399 dólares quando for lançada em agosto, nos Estados Unidos. Além disso não há necessidade de comprar um Headset dispendioso para assistir o conteúdo VR gerado por sua câmera,basta adquirir o Google Cardboard por um baixíssimo preço e colocar seu próprio smartphone dentro dele. A experiência, logicamente, não será exatamente a mesma que se poderia ter com um conteúdo produzido por uma câmera que custa milhares de dólares e reproduzido em um Oculus Rift, mas o CEO da 360fly garante que a combinação econômica de sua câmera, com o Cardgoard da Google será o suficiente  para oferecer experiências de realidade virtual de alto nível e divertidíssimas.

“A experiência mais próxima da realidade virtual de hoje seria a produzida por seis GoPros juntas e reproduzidas em um  Oculus Rift, que custaria aproximadamente em torno de US $ 4.000,” disse Adderton. “Por 399 dólares você obtém a mesma experiência e pode realmente fazer o seu próprio conteúdo.”

Especificações da 360fly

A câmera 360fly tem uma lente que pode olhar em todas as direções. Como resultado, a filmagem é perfeita, embora um pouco distorcida quando você ajusta o ângulo de visão. A 360fly é ligeiramente menor que uma bola de tênis. Na parte superior do seu corpo fica a lente da câmera, que se parece muito com um olho. A lente tem um f / 2.5  de abertura e registra vídeos em 1504 x 1504 de resolução, a 30 quadros por segundo. São 240 graus de visão vertical e 360 ​​graus de visão horizontal. A bateria possui 1.600 mAh  e sustenta 2 horas de gravação de vídeo. Possui Wi-Fi e Bluetooth 4.0 para se conectar a um smartphone. Como toda boa câmera de ação, a 360fly é à prova d’água ( 5 metros)  e pode operar em temperaturas entre -20º C e 40º C, além de ser resistente a queda de um metro e meio.

Gostou da câmera? Então prepare-se porque a 360fly ja está preparando uma segunda versão e promete captura de vídeos em 4K, e claro, em 360 graus.

 

 

Via Mashable

 

 

 

 

Post Author: Oliver Brum

Editor - Graduado em Marketing e hard user de tecnologia